Se permita parar.

Qual é o seu sonho?

O que aconteceria se mais pessoas dedicassem algum tempo a tentar responder a esta pergunta?

E se mais gente se permitisse parar três minutos da sua vida para refletir sobre os seus sonhos?

Porque será que mesmo vivendo num mundo tão egoísta não nos permitimos alguns minutos para nós mesmos?

E se percebêssemos que não estamos fazendo nada para alcançar nossos sonhos?

E se nos dêssemos conta de que já nem sequer nos permitimos sonhar?

Foi atrás dessas perguntas que no dia 15 de Setembro de 2012 fomos, todos do Estaleiro Liberdade, ao centro de Porto Alegre, mais precisamente na tumultuada Praça da Alfândega.

Queríamos criar um ambiente em que qualquer um poderia se reconectar com aquilo que está quase sempre esquecido, guardado na mais escondida das gavetas: seus sonhos.

Fomos aprender. Fomos escutar.

Criamos um ambiente simples e aconchegante cujo ponto central, um sofá de pallet pintado num amarelo vibrante, dizia muito do Estaleiro. O sofá representava a realização do sonho de um dos marujos, do Gui, que tem nele a representação de que não existe limite para nada desde que nos permitamos agir.

Eu brinquei com algumas pessoas que elas estavam sentando no sonho do Gui, mas pensando bem o que elas estavam fazendo era se apoiando nesse sonho para se reconectar com os seus próprios.

As pessoas sentavam no sofá, fechavam os olhos no meio do centro de Porto Alegre e se permitiam viajar.

Se permitiam desligar da tomada do automático.

Se permitiam perceber que as coisas que as fazem feliz estão esquecidas.

Aquele momento de parada simbolizou o plantar da semente de uma nova consciência para aquelas pessoas, ou melhor: o zarpar do seu próprio barquinho.